A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) descolou mais uma vez dos demais mercados, registrando perdas nos seus papéis de maior influência nos negócios. No exterior, o rebaixamento do “rating” (nota de risco) de Portugal não foi suficiente para desestimular o apetite por riscos dos investidores, num contexto em que os problemas “nucleares” do Japão aparentam relativo controle.
Os papéis da Vale continuam prejudicadas pelas especulações a respeito da saída de Roger Agnelli da presidência, junto com empregados e diretores da companhia, como aponta reportagem da Folha. A ação preferencial da mineradora, que respondeu por 10% dos negócios da Bolsa, desvalorizou 1%, enquanto a ordinária cedeu 1,19%.
O índice Ibovespa, que reflete os preços das ações mais negociadas, retrocedeu 0,39% no fechamento, aos 67.532 pontos. O giro financeiro foi de R$ 5,08 bilhões. Nos EUA, o índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, valorizou 0,70%.
DÓLAR
Em seu quinto consecutivo de queda, o dólar comercial foi negociado por R$ 1,658, em um declínio de 0,18%. A taxa de risco-país marca 171 pontos, mesma pontuação de ontem.
“A tendência ‘natural’ do mercado [de câmbio] é de queda, dado o enorme fluxo positivo deste ano. Numa semana mais calma, sem maiores notícias e sem boataria, com o ‘Japão’ relativamente normalizado, o mercado somente retomou essa tendência”, observa Felipe Pellegrini, gerente da mesa de operações do banco Confidence.
PORTUGAL
Entre as notícias de destaque no dia, a agência de classificação de risco Fitch rebaixou a nota de risco de Portugal em dois níveis, algo pouco usual, como consequência do veto do Parlamento ao plano de austeridade apresentado pelo governo. Apesar do “downgrade”, o país permanece enquadrado como “grau de investimento”, isto é, no clube de países mais seguros para se investir. (FOlhapress)
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