O diretor-presidente da Vale, Roger Agnelli falou pela primeira vez nesta sexta-feira (25) em relação as notícias sobre sua saída do comando da companhia. Em um comunicado, Agnelli comentou que a escolha sobre o diretor-presidente da Vale compete aos acionistas controladores da empresa e que não tem nenhum envolvimento sobre os aspectos políticos da decisão.
A nota também destaca que “o que tenho feito nos últimos dias é o mesmo que fiz ao longo de toda a minha carreira: trabalhar. Não tenho envolvimento com qualquer questão política relativa a esse assunto”.
Na última sexta-feira (18), o governo pediu pela primeira vez - depois de dois anos de bombardeio pela imprensa - ao Bradesco, de forma direta, o cargo de Roger Agnelli, presidente-executivo da Vale.
A negociação foi feita entre o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o presidente do Conselho de Administração do Bradesco, Lázaro Brandão. O banco, por meio da Bradespar, é um dos principais acionistas da empresa.
O objetivo da conversa foi oficializar a intenção do governo de trocar Agnelli e iniciar a negociação em torno de um nome para substituí-lo.
Dentro do banco, havia a ideia de, não sendo possível manter o executivo, organizar um processo de transição. A ideia de Mantega, no entanto, é combinar tudo agora e fazer a troca na assembleia de acionistas da Vale marcada para abril.
Embora a Vale tenha sido privatizada em 1997, o governo exerce influência na companhia por meio do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e de fundos de pensão de empresas estatais liderados pela Previ, dos funcionários do Banco do Brasil, que são acionistas da mineradora. Junto com a Bradespar (empresa de participações ligada ao Bradesco) e da japonesa Mitsui, eles controlam a Vale. As informações são do R7 (DOL)
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