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PF prende 16 pessoas durante operação

Dezesseis pessoas foram presas pela PF (Polícia Federal) na manhã desta terça-feira, durante a Operação Déjà-Vu 2, feita em conjunto com a CGU (Controladoria-Geral da União) e Receita Federal. A operação ocorreu em Curitiba, em outras cidades do Paraná, e

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Dezesseis pessoas foram presas pela PF (Polícia Federal) na manhã desta terça-feira, durante a Operação Déjà-Vu 2, feita em conjunto com a CGU (Controladoria-Geral da União) e Receita Federal. A operação ocorreu em Curitiba, em outras cidades do Paraná, e nos Estados de Santa Catarina, Mato Grosso e Acre, além do Distrito Federal.

Os presos são acusados de integrar uma quadrilha que desviava recursos públicos por meio de contratos firmados entre prefeituras paranaenses e organizações da Oscips (Sociedade Civil de Interesse Público). Só em Curitiba, 11 pessoas foram presas. Ao todo, foram cumpridos 16 mandados de prisão e 33 ações de busca e apreensão .

Desvio de recursos

Segundo o agente da PF Marcos Koren, as fraudes investigadas ocorriam em duas organizações com sede no Paraná – a Adesobras e Ibidec – que desviavam os recursos recebidos em favor dos dirigentes, além de beneficiar terceiros. Koren disse que, durante as investigações, foram descobertas parcerias entre uma das Oscips, o Ministério da Justiça e o município de Itaipulândia, que envolviam recursos da ordem de R$ 3,44 milhões.

No relatório divulgado pela PF, uma das Oscips firmou contratos, entre 2006 e 2009, com as cidades de Curitiba, Cascavel, Itaipulândia, entre outras, na ordem de R$ 22 milhões. Outro convênio, envolvendo a mesma quadrilha, firmado entre 2003 e 2006 com municípios paranaenses, totalizou R$ 65 milhões.

A quadrilha fazia simulação de contratos de prestação de serviços com empresas de consultoria e de serviços prestados e gerava despesas fictícias. Eram emitidas notas fiscais frias para falsas consultorias.

Também foi descoberto superfaturamento de serviços médicos, cobrança de valores excessivos a título de taxa de administração (até 22%) e uso de recursos públicos para despesas e aquisição de material permanente na sede das Oscips. (eBand)

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