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RJ: Muçulmanos negam que atirador seja islâmico

O presidente da União Nacional das Entidades Islâmicas do Brasil, Jamel El Bacha, negou nesta quinta-feira que o atirador Wellington Menezes de Oliveira que atacou estudantes e funcionários de uma escola municipal no Rio de Janeiro, tenha vínculos com a r

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O presidente da União Nacional das Entidades Islâmicas do Brasil, Jamel El Bacha, negou nesta quinta-feira que o atirador Wellington Menezes de Oliveira que atacou estudantes e funcionários de uma escola municipal no Rio de Janeiro, tenha vínculos com a representação e a religião muçulmana. Em nota oficial, a entidade condenou o crime e chamou o ato de “insano e inexplicável”.

“[Em relação às informações sobre] uma possível vinculação desse cidadão com a religião islâmica, depois desmentidas [por pessoas próximas a Oliveira], reafirmamos que ele não é muçulmano e não tem qualquer vínculo com as mesquitas e sociedades beneficentes mantidas pela comunidade em todo o Brasil”, diz a nota oficial.

Citando o livro sagrado do islamismo, o Alcorão, o presidente afirmou que a os “princípios do Islã” pregam a conduta pacífica de seus adeptos e exigem dos seguidores uma “postura absolutamente diversa à que algumas pessoas querem de forma precipitada atribuir à religião e a seus adeptos”.

“Quem tirar a vida de uma pessoa inocente é como se tivesse assassinado toda a humanidade, diz o Alcorão Sagrado”, informa a nota. “Estamos direcionando todas as nossas orações para as vítimas desse brutal ato de violência contra inocentes crianças e para os seus familiares.”

Islamismo

A irmã de criação de Wellington Menezes de Oliveira, Rosilane de Oliveira, disse em entrevista ao jornalista Ricardo Boechat, da BandNews FM, ele não tinha amigos e havia se interessado por temas islâmicos. O coronel Djalma Beltrami, comandante do 14º Batalhão do Rio de Janeiro, disse que o assassino teria deixado uma carta com elementos islâmicos. O subprefeito da zona oeste do Rio de Janeiro, Edmar Teixeira, por sua vez, afirmou que Wellington teria dito em carta que seria portador do vírus HIV.

No entanto, na carta divulgada pela Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, não há referências ao islamismo nem tampouco nenhuma referência ao vírus HIV.

Sobre o caso

Na manhã de hoje o ex-estudante da Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, na zona oeste do Rio, chegou ao colégio e apresentou-se como palestrante. Em seguida, Oliveira seguiu em direção aos primeiros andares do prédio principal e saiu atirando contra estudantes e funcionários. Os últimos dados indicam 12 mortos e 13 feridos. (eBand)

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