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Polícia afirma que atirador agiu sozinho

Sete dias após o massacre que terminou com 12 crianças mortas em uma escola de Realengo, no Rio de Janeiro, a Delegacias de Homicídio informou que Wellington Menezes de Oliveira, de 23 anos, agiu sozinho. Segundo a polícia, o atirador procurou os intermed

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Sete dias após o massacre que terminou com 12 crianças mortas em uma escola de Realengo, no Rio de Janeiro, a Delegacias de Homicídio informou que Wellington Menezes de Oliveira, de 23 anos, agiu sozinho. Segundo a polícia, o atirador procurou os intermediários, comprou as armas e planejou o massacre.

Nesta quinta-feira, a polícia prendeu mais um homem suspeito de vender a arma calibre 38 para o atirador. O homem de 57 anos confessou que recebeu R$ 1,2 mil pela venda.

A arma estava em seu nome. A identificação foi demorada porque o número de série estava raspado. Segundo a Delegacia de Homicídios, foi o atirador quem raspou a numeração que identifica a arma.

Enganado

O suspeito pela venda informou ainda que foi ele também que forneceu os 30 cartuchos de munição e o carregador que o criminoso usou para abastecer a arma com mais rapidez.

O homem que confessou ter vendido a arma disse que ficou triste com o massacre e foi enganado por Wellington, pois o jovem disse precisar da arma para proteção pessoal, uma vez que iria se mudar para uma área deserta à noite.

Ele informou ainda que conheceu o criminoso quando trabalhou como segurança em um abatedouro. Na época, Wellington trabalhava no almoxarifado do local.

Condenação

O antigo dono não tem porte de armas. Ele pode ser condenado a oito anos de prisão pela venda ilegal do equipamento. A pena pode dobrar ainda por causa da venda da munição e do carregador. O suspeito foi preso em sua casa, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.

No último sábado, dois homens suspeitos por vender a outra arma que estava com Wellington no momento do massacre também foram presos. Eles confessaram terem repassado ao atirador o revólver calibre 32.

Tragédia

Na última quinta-feira, Wellington Menezes de Oliveira, de 23 anos, protagonizou um trágico massacre contra crianças de uma escola municipal em Realengo na zona oeste do Rio de Janeiro. Sem motivo aparente, armado com dois revólveres e com um cinturão de carregadores, o jovem disparou mais de cem tiros contra os estudantes. Em seguida, após ser atingido por um policial militar, se matou.

Wellington é filho adotivo de Guido Bulgana Cubas de Oliveira e Dicéia Menezes de Oliveira, os dois já estão mortos. Ele foi adotado quando ainda era bebê. A irmã de criação do assassino, Rosilane de Oliveira, de 49 anos, afirmou que ele não tinha amigos, ultimamente havia deixado a barba crescer e se interessado por temas islâmicos.

O jovem que era ex-aluno da instituição não tinha antecedentes criminais. Na carta encontrada com o atirador ele fala de questões religiosas e dá indícios de que o ataque foi premeditado. Wellington pede ainda para que as pessoas que fossem cuidar do enterro dele, para lhe banhar, secar envolver em um lençol branco que ele deixou, em uma bolsa dentro de uma sala da escola. O assassino pediu ainda para ser enterrado ao lado da sepultura da mãe. (eBand)

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