Pais de alunos da Escola Municipal Tasso da Silveira, palco do massacre de Realengo, na zona oeste do Rio de Janeiro, receberam a promessa da criação de uma sala de pronto atendimento e outra de consulta psicológica permanentes.
No entanto, sentimentos de insegurança, medo e tristeza pelas recentes lembranças ainda assustam os alunos.
Iago Rodrigo Oliveira Barros, de 12 anos, por exemplo, tem medo de voltar à escola. “Quando eu chego perto da escada eu começo a tremer. Eu vejo ele subindo. Ele olhou de cara feia pra mim e eu fiquei com medo”, afirmou.
A secretária municipal de Educação do Rio, Cláudia Costin, se comprometeu a pedir para que dois inspetores da Guarda Municipal auxiliem na segurança da escola todos os dias.
Segundo ela, as mudanças não evitariam a tragédia, mas trazem agora uma maior sensação de segurança aos pais. Alguns, no entanto, ainda hesitam.
Renata dos Reis Rochas perdeu uma das filhas gêmeas no atentado. A outra, afirma a mãe, não vai voltar à escola. “Ela não consegue mais vir aqui. Ela está muito traumatizada, viu a irmã dela morrer. A assistente social foi lá, mas ela não quis nem saber”, contou.
De acordo com informações da Secretaria Municipal de Educação, mesmo com as mudanças, dos mil estudantes da escola, dezessete pediram transferência.
Para o resto dos alunos, a volta às aulas se dá de forma gradativa e a fase de adaptação após a tragédia deve durar por tempo indeterminado. Neste período de retorno, as atividades dos alunos vão poder ser acompanhadas pelos pais. (eBAND)
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