O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), informou hoje que pediu ao secretário da Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto, que entre em contato com a reitoria da Universidade de São Paulo (USP) e ofereça auxílio na segurança da área do câmpus na capital. Alckmin ressaltou que as universidades têm autonomia pedagógica, financeira e administrativa, mas defendeu um trabalho de segurança integrado com a Polícia Militar (PM).
"Já falei com o secretário da Segurança Pública e ele vai fazer um trabalho em conjunto com a USP", disse, após participar, no Palácio dos Bandeirantes, de evento de entrega de prêmios do Programa Nota Fiscal Paulista. "As universidades, a USP, a Unesp e a Unicamp, têm autonomia universitária", ressaltou, antes de acrescentar. "Requisitada a polícia, ela estará presente".
Alckmin afirmou que a PM pode colaborar com o aumento da segurança na universidade, mesmo que seus homens não entrem no câmpus. "Agora, independente de estar dentro ou não do câmpus, a polícia pode ter um trabalho integrado com a segurança da USP", explicou. "Uma presença sem interferir no funcionamento da universidade. Uma presença policial preventiva".
O governador destacou ainda que uma operação em conjunto pode facilitar o acionamento da Polícia Militar em casos de emergência, como o ocorrido ontem à noite e que resultou no assassinato do estudante Felipe Ramos de Paiva, de 24 anos, no estacionamento da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA). "Nesse caso, por exemplo, talvez o portão da universidade rapidamente poderia ter sido fechado", disse Alckmin.
Investigação
Uma equipe do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) está investigando se Paiva foi abordado por uma ou duas pessoas. Segundo testemunhas, o estudante teria sacado dinheiro em um posto bancário dentro do campus. A polícia já solicitou as imagens da câmera de segurança do posto.
(Agência Estado)
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