A Unesco aprovou a transformação de arquivos da repressão política brasileira em Memória do Mundo. O projeto apresentado pelo Brasil, sob o título "Rede de informações e Contrainformação do Regime Militar no Brasil (1964-1985)" foi aprovado pelo Comitê Consultivo Internacional do Programa Memória do Mundo (MoW - Memory of the World), em reunião em Manchester, no Reino Unido.
O material, porém, inclui documentação de outras épocas, recuando, em alguns casos, a 1920, ou avançando até 1991, porque às vezes agências repressivas "herdaram" fichas de outras, extintas. O núcleo é do projeto "Memórias Reveladas", mas apenas sua parte já "estabilizada" (segundo período, conteúdo etc) foi incluída, com dez entidades custodiadoras e 17 fundos documentais.
"Essa inclusão significa uma obrigação de preservar, divulgar e dar acesso aos documentos", disse a socióloga Sílvia de Moura, funcionária do Arquivo Nacional que participou da equipe que preparou o projeto. Ela explicou que a aceitação da Unesco dá, por exemplo, mais peso a eventuais pedidos de auxílio para os arquivos. Segundo o Arquivo, a vitória da candidatura brasileira assegura "visibilidade mundial" aos arquivos, ajudando na sua preservação. (Rio/AE)
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