O empresário Ricardo Mansur foi condenado pela Justiça Federal a uma pena de 11 anos e meio de prisão por gestão fraudulenta na MPP (Mappin Previdência Privada), empreendimento da varejista Mappin, da qual era dono, e no Banco Crefisul.
O réu pode recorrer em liberdade das duas sentenças, proferidas pelo juiz Marcelo Costenaro Cavali, da 6ª Vara Criminal Federal em São Paulo.
O advogado Marcelo Rocha Leal Gomes afirmou que vai apelar nos casos e está aguardando o prazo legal de cinco dias a partir da publicação.
Gomes afirma que a MPP era uma empresa independente da Mappin, da qual Mansur não era sócio. A sentença de seis anos de prisão é referente a crimes que teriam ocorrido entre 30 de junho de 1998 e 4 de agosto de 1999, quando a empresa foi extinta extrajudicialmente porque seus investimentos excederam o limite legal.
Segundo a procuradoria, nove operações apontaram concentração irregular de capital da MPP em empresas de Mansur.
No caso Crefisul, onde segundo o Banco Central os prejuízos globais a terceiros chegaram a R$ 407,5 milhões, a condenação foi de cinco anos e seis meses de detenção. Segundo o advogado de defesa de Mansur, seu cliente participava de operações gerais da empresa e não tinha conhecimento das irregularidades, sob responsabilidade de uma diretoria. (eBand)
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