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Copom decide hoje nova taxa de juros

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) faz nesta quarta-feira (8) a segunda e última parte da reunião que vai definir a nova taxa básica de juros da economia, a Selic. A maior parte dos economistas do mercado financeiro prevê que a t

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O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) faz nesta quarta-feira (8) a segunda e última parte da reunião que vai definir a nova taxa básica de juros da economia, a Selic. A maior parte dos economistas do mercado financeiro prevê que a taxa será elevada em 0,25 ponto percentual nesta quarta-feira (8), para 12,25% ao ano. O anúncio sobre a taxa de juros acontecerá após as 18h.

Em abril deste ano, no último encontro do Copom, o BC surpreendeu o mercado financeiro ao reduzir o ritmo de elevação na taxa de juros. A autoridade monetária decidiu, no mês retrasado, subir os juros para 12% ao ano, enquanto a maior parte dos analistas dos bancos estimava um aumento maior, para 12,25% ao ano.

No comunicado, divulgado após a reunião, o Copom informou que a "implementação de ajustes das condições monetárias por um período suficientemente prolongado" seria a estratégia mais "adequada" para garantir a convergência da inflação para a meta em 2012. A previsão dos analistas para os juros no fim do ano é de 12,50% ao ano, o que pressupõe um novo aumento.

Sistema de metas para a inflação

Pelo sistema de metas de inflação, que vigora no Brasil, o BC tem de calibrar os juros para atingir as metas pré-estabelecidas. Para 2011 e 2012, a meta central de inflação é de 4,5%, com um intervalo de tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. Deste modo, o IPCA pode ficar entre 2,5% e 6,5% sem que a meta seja formalmente descumprida.

Na última semana, os economistas do mercado financeiro baixaram sua previsão para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2011 de 6,23% para 6,22%, informou o Banco Central. Para 2012, por sua vez, a previsão dos economistas dos bancos para o IPCA permaneceu estável em 5,1%.

Evolução dos preços

Em maio, a inflação somou 0,47%, desacelerando frente aos 0,77% registrados em abril deste ano. O grupo de despesas que mais influenciou o comportamento do IPCA no mês foi o de transportes, que passou de uma alta de 1,57% em abril para uma queda de 0,24% em maio, influenciado pela variação dos preços de combustíveis (de 6,53% em abril para -0,35% em maio).

Em doze meses até maio deste ano, ainda segundo informações do Instituto Nacional de Geografia e Estatística (IBGE), o IPCA somou 6,55% - acima portanto do teto de 6,5% do sistema de metas de inflação. Para o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Márcio Holland, o IPCA não terminará 2011, "em hipótese alguma", fora da banda de tolerância (acima de 6,5%).

Medidas macroprudenciais

Para tentar conter o crescimento da demanda por produtos e serviços, e consequentemente as pressões inflacionárias, o governo já adotou algumas medidas. No fim do ano passado, o BC aumentou a alíquota do compulsório, retirando R$ 61 bilhões da economia e atuando para conter o crescimento do crédito.

Mesmo com essas medidas, o próprio Banco Central informou que a sua previsão para o IPCA deste ano está em 5,6%, ou seja, mais de um ponto percentual acima da meta central de 4,5% estipulada para este ano.

A autoridade monetária também já sinalizou que não estaria mais buscando, por meio dos juros e do compulsório (instrumentos que tem à disposição), o centro da meta de inflação neste ano.

O diretor de Política Econômica do Banco Central, Carlos Hamilton Araújo, avaliou que seria "aceitável" um IPCA acima do centro da meta neste ano por conta da redução da oferta de alimentos - que tem pressionado para cima os preços. as informações são do G1. (DOL)

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