A cúpula do PMDB avalia que a demissão do ministro de Relações Institucionais, Luiz Sérgio, é iminente e, embora não pleiteie o lugar dele, quer interferir na escolha do sucessor. Comunicado da troca de comando na Casa Civil minutos antes do anúncio oficial da escolha da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) para o lugar de Antonio Palocci, o PMDB não quer ser surpreendido mais uma vez.
Foi em clima de preocupação com o futuro e desconforto com o presente, por não ter sido ouvido nem previamente informado da demissão de Palocci, que a cúpula do partido se reuniu na noite de terça-feira, no Palácio do Jaburu.
“Somos governo, e vamos continuar governo. Não há o que fazer”, lamentou Temer diante dos convidados. Na mesma linha, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), também tornou público o incômodo geral com o fato de o partido não ter tido a deferência do aviso prévio da demissão do ministro, por parte de Dilma Rousseff . (Brasília/AE)
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