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Escolha de Ideli reforça racha na bancada do PT

O novo formato dado pela presidente Dilma Rousseff para a coordenação política do governo mantém o racha interno na bancada do PT na Câmara. A escolha da ex-senadora Ideli Salvatti (PT-SC) para o ministério de Relações Institucionais não contempla parte d

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O novo formato dado pela presidente Dilma Rousseff para a coordenação política do governo mantém o racha interno na bancada do PT na Câmara. A escolha da ex-senadora Ideli Salvatti (PT-SC) para o ministério de Relações Institucionais não contempla parte da bancada petista representada pelo presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), e pelo líder do partido, Paulo Teixeira (SP). Os dois defenderam até o último momento das articulações o nome do deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), ex-presidente da Câmara, para um lugar de destaque no comando político - o ministério ou a liderança do governo na Casa.

Além de não conseguir emplacar sua escolha, esse grupo ainda teve de aceitar a permanência no cargo do líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), nome também cotado para a vaga preenchida por Ideli. A minirreforma ministerial feita por Dilma com a saída de Antonio Palocci da Casa Civil e de Luiz Sérgio da pasta de Relações Institucionais manteve o grupo de Vaccarezza representado na coordenação política do governo.

PRIVILÉGIO
Os adversários petistas de Vaccarezza o acusam de privilegiar as relações com o PMDB em detrimento dos demais partidos da base, principalmente o PT. “Se ele não mudar o comportamento, teremos sérios problemas na Câmara”, afirmou um petista ligado a Marco Maia. “A presidente fez uma escolha. Se ela acertou ou não, o tempo dirá”, disse o mesmo petista. “O líder (Vaccarezza) tem de dar um pouco mais de atenção ao PT. Muitos petistas se sentem desamparados pela liderança do governo”, emendou o deputado Doutor Rosinha (PT-PR).

No processo em que resultou na aprovação do Código Florestal na Câmara, Vaccarezza trabalhou em dobradinha com o líder do PMDB, Henrique Eduardo Alves (RN). O peemedebista foi um dos responsáveis pelo acordo com os demais lideres da base e o PT acabou isolado nas negociações. E, na votação, a bancada petista ficou dividida: parte seguiu a orientação do líder, Paulo Teixeira, e outra votou contra o Código.

Setores do partido veem, no entanto, que a presença de Ideli é uma forma de retomada do equilíbrio interno do PT. Palocci e Luiz Sérgio eram ligados diretamente a Vaccarezza. (AE)





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