Cerca de 600 mil pessoas estão investindo em ações na Bolsa de Valores, movimentando mais de R$ 112 bilhões. É o que aponta o levantamento da BM&F Bovespa, ao elaborar o perfil dos investidores brasileiros. O Estado que lidera o ranking nacional dos investidores é São Paulo, com quase 260 mil contas. Já regionalmente, o Pará é o principal aplicador na Bolsa de toda a região Norte.
Ao todo, são 3.159 contas paraenses, sendo 77,5% pertencentes a homens. Às mulheres, que começaram a investir na Bolsa recentemente, pertencem 712 contas. Os paraenses são responsáveis pela movimentação de R$ 25 milhões em ações.
Para Antônio Guilherme de Assis, especialista em Clubes de Investimentos, regulamentado pela Comissão de Valores Mobiliários do Rio Janeiro (CVM), o interesse pela Bolsa de Valores é creditado ao aumento da renda do brasileiro e ao momento da estabilidade econômica. “Avaliando o cenário econômico, muitas pesquisas apontam o aumento do índice de confiança da população brasileira, o que tem reflexos em diversos segmentos, como comércio e serviço. Além do consumo, essa é a hora de investir e ter rentabilidade, por isso, as pessoas estão se interessando pela Bolsa e suas diversas formas de aplicação de capital”, explica.
MULHERES
O interesse feminino pela Bolsa de Valores também está destacado no levantamento da BM&F Bovespa. Cerca de 150 mil mulheres, a maioria na faixa etária de 26 a 45 anos, está investindo em ações, um significativo aumento de 7% nos últimos nove anos. Elas já movimentam mais de 23 bilhões de reais em ações no Brasil.
O especialista lembra ainda que o espaço da mulher no mercado de trabalho, com salário melhor e cargos mais elevados, tem contribuído para o interesse do sexo feminino pela Bolsa de Valores. “A internet facilitou muito a compreensão da logística dos investimentos em ações. Hoje temos sites especializados em consultorias para as mulheres. Elas querem cada vez mais ser independentes, empreendedoras e pensam muito mais em longo prazo. A própria Bovespa tem um projeto para popularizar a Bolsa entre as mulheres”, ressalta Antônio Guilherme. (Diário do Pará)
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