Governo e lideranças do PT desencadeiam nesta semana uma operação para enquadrar os grupos do partido conflagrados desde a disputa pela presidência da Câmara. A preocupação é evitar que esse racha promova instabilidades no novo comando político do Palácio do Planalto, reacendendo o "fogo amigo" e levando o governo a sofrer derrotas no Congresso.
O presidente do PT, deputado estadual Rui Falcão (SP), está acionando ex-presidentes da sigla e ex-líderes da bancada na Câmara para tentar pacificar o clima entre os deputados. Ele conta com a ajuda do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para atuar como bombeiro na disputa entre os grupos que se enfrentaram na tentativa de fazer o sucessor de Luiz Sérgio na Secretaria de Relações Institucionais.
A nova ministra da pasta, Ideli Salvatti, já deu o tom do que o governo espera dos campos envolvidos na disputa. "Se há um partido que tem a obrigação da unidade é o PT. Isso não é um desejo, a unidade é uma obrigação", afirmou ela ontem.
(AE)
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