Um grupo de cerca de 300 pessoas participou neste domingo de um protesto contra a construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu, no Pará. Aproveitando os momentos de semáforo fechado, eles apitavam e exibiam cartazes para os motoristas em frente ao Museu de Arte de São Paulo, na Avenida Paulista, região central da capital.
O índio Kunue Kalapalo, membro de uma das tribos do Alto Xingu, disse que luta contra a destruição do patrimônio natural do lugar onde nasceu. “Eu não quero perder tudo que eu tenho lá”, disse, enquanto dançava e cantava na faixa de pedestres. “Eu não quero que acabe a natureza.”
Apesar de a usina ser um empreendimento prioritário para o governo federal na área da energia, a estudante de veterinária Camila Bergamim tem esperanças de que a mobilização social possa alterar o projeto. “Quem sabe, se começarem a ocorrer protestos nacionais, eles pelo menos parem para pensar.” (eBand)
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