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Parada Gay reúne 4,5 milhões em SP

A 15.ª Parada do Orgulho LGBT de São Paulo reuniu ontem (26) cerca de 4,5 milhões de pessoas, segundo os organizadores. E causou polêmica usando santos em uma campanha pelo uso de preservativos. Em 170 cartazes distribuídos em postes por todo o trajeto,

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A 15.ª Parada do Orgulho LGBT de São Paulo reuniu ontem (26) cerca de 4,5 milhões de pessoas, segundo os organizadores. E causou polêmica usando santos em uma campanha pelo uso de preservativos.

Em 170 cartazes distribuídos em postes por todo o trajeto, 12 modelos masculinos representando ícones como São Sebastião e São João Batista, apareciam seminus junto com as mensagens: “Nem Santo Te Protege” e “Use Camisinha”. “Nossa intenção é mostrar à sociedade que todas as pessoas, seja qual for a religião delas, precisam entrar na luta pela prevenção das Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST). Aids não tem religião”, diz o presidente da Parada, Ideraldo Beltrame.

RESPOSTA
Ao eleger como tema da parada a frase “Amai-vos Uns Aos Outros”, a organização uniu a vontade de conclamar seguidores com a de responder a grupos religiosos - que vêm atacando sistematicamente o relacionamento entre pessoas do mesmo sexo. Na Marcha para Jesus, na quinta-feira, a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) em favor da união estável homoafetiva foi ferozmente atacada.

As opiniões de evangélicos dissidentes, que fundaram igrejas inclusivas e agora acompanham a parada, nem sempre convergem. “Não tinha necessidade de usar pessoas peladas para representar santos. Faz a campanha, mas não envolve as coisas de Deus”, acha a pastora lésbica Andréa Gomes, de 36 anos, da Igreja Apostólica Nova Geração. “A campanha foi mais de encontro com os ditames da Igreja Católica. Nós não temos santos”, diz o pastor José Alves, da Comunidade Cristã Nova Esperança.

A enfermeira Gilda Mitre, de 38 anos, que assiste à parada, entende que a campanha é “ecumênica”: “Aquilo é um recado para todas as igrejas”, diz. Para alguns, a mensagem não ficou clara. (São Paulo/AE)

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