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CGU tem 168 processos investigativos em ministério

A Controladoria-Geral da União (CGU) informou ontem (4) que a área dos Transportes é alvo, há dois anos, de 168 processos disciplinares de fiscais e auditores, mas admitiu que não há nenhuma informação sobre qualquer medida que sua equipe tenha tomado par

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A Controladoria-Geral da União (CGU) informou ontem (4) que a área dos Transportes é alvo, há dois anos, de 168 processos disciplinares de fiscais e auditores, mas admitiu que não há nenhuma informação sobre qualquer medida que sua equipe tenha tomado para coibir práticas de irregularidades dos quatro integrantes da cúpula do setor demitidos pela presidente Dilma Rousseff no último sábado. Do total de processos disciplinares contra funcionários do setor, a CGU instaurou 18 e acompanha outros 150 abertos pelo próprio Ministério dos Transportes.

Após a demissão dos envolvidos em suspeita de corrupção, o ministro da CGU, Jorge Hage, correu para afirmar, em entrevista no final de semana, que irregularidades estavam no "DNA" do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e que, a pedido de Dilma, iria investigar o setor. A posição contundente de Hage, divulgada ontem pela manhã - dois dias depois das demissões -, foi classificada de "prevaricação" por parlamentares do oposicionista PSDB e causou desconforto no Planalto.

Diante da reação dos tucanos, Hage divulgou nota no começo da noite afirmando que o "histórico de irregularidades na área" é de "conhecimento público" e "remonta ao antigo DNER" - como o DNIT era chamado até 2001, época em que passou por mudanças, durante o governo Fernando Henrique Cardoso.

Ao mesmo tempo em que promete, agora, uma "análise aprofundada" das licitações, dos contratos e das obras do DNIT, Jorge Hage diz na nota que é "testemunha" do esforço de melhoria nos últimos anos na gestão da autarquia. O ministro ressalta que, neste ano, nenhuma obra foi paralisada a pedido do TCU. Em 2007, foram 40.

A CGU não informa se os processos disciplinares citam os quatro integrantes da cúpula dos Transportes demitidos pelo Planalto - Luiz Antonio Pagot (presidente do DNIT), José Francisco das Neves (da Valec Engenharia), Mauro Barbosa (chefe de gabinete do ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento) e Luiz Tito (assessor). (Brasília/AE)





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