Após o recesso parlamentar na Assembleia Legislativa do Rio, a Comissão de Direitos Humanos da Casa vai convocar, em agosto, a Chefe da Polícia Civil, Martha Rocha, e o diretor do Departamento de Polícia Técnica e Científica, Sergio Henriques, para uma audiência pública.
O encontro tem como objetivo pedir explicações sobre o erro grosseiro na análise feita no corpo do menino Juan Moraes, de 11 anos, que inicialmente foi identificado como sendo de uma menina. Para a Comissão, o equívoco num caso de grande repercussão põe em dúvida o trabalho da perícia carioca.
Entre as questões que devem ser esclarecidas está a proximidade do local do encontro do corpo com o Batalhão da PM de Mesquita e a pancada na cabeça que a perícia apontou no corpo do menino.
Policiais podem ser expulsos
Os quatro policiais militares que participaram da operação que terminou com o desaparecimento e morte de Juan, em Nova Iguaçu, possuem um histórico de envolvimento em outros 37 casos registrados como mortes em confrontos, todos na Baixada Fluminense.
O Sargento Isaías Souza do Carmo está ligado a 18 ocorrências e pelo menos três delas ainda não foram arquivadas pela Justiça. O Cabo Edilberto Barros do Nascimento tem 13 autos de resistência desde 2002.
Já o Cabo Rubéns da Silva possui quatro registros de mortes em confrontos no ano passado. E o Sargento Ubirani Soares tem um auto de resistência registrado em 2007.
De acordo com o Comando-Geral da PM, caso fique confirmada a participação dos quatro no crime, eles serão expulsos da corporação e ainda podem responder por homicídio, fraude processual e ocultação de cadáver.
(BAND)
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