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Processos colocam mandato de Nascimento em risco

O ex-ministro Alfredo Nascimento é alvo de dois processos eleitorais em curso no Ministério Público Federal, no Amazonas, que podem por em risco seu mandato no Senado. Segundo a assessoria do MPF, o primeiro processo tramitando na Procuradoria Regional E

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O ex-ministro Alfredo Nascimento é alvo de dois processos eleitorais em curso no Ministério Público Federal, no Amazonas, que podem por em risco seu mandato no Senado.

Segundo a assessoria do MPF, o primeiro processo tramitando na Procuradoria Regional Eleitoral do Amazonas é relacionado à distribuição de combustível em Humaitá, a 600 quilômetros de Manaus. De acordo com a investigação, um vereador do município teria distribuído combustível a eleitores para garantir votos a Nascimento, então candidato ao governo do Amazonas.
A Promotoria Eleitoral do Município de Humaitá, a 660 quilômetros de Manaus, flagrou o momento da distribuição e verificou a prática de crime eleitoral. Uma das testemunhas afirmou que recebeu do vereador um cheque no valor de R$ 1,7 mil no dia da distribuição de combustíveis e outro de R$ 1,4 mil dois dias depois.

O outro processo é uma ação de investigação judicial eleitoral por abuso de poder político, cumulado com uso indevido dos meios de comunicação social. A ação aponta que Nascimento utilizava, como plataforma da campanha eleitoral em rádio e televisão, referências a obras do Ministério dos Transportes que não foram realizadas ou não apresentavam as características sustentadas pelo então candidato nas afirmações, como as obras de recuperação da BR-319 e de portos do interior.
A empresa Socorro Carvalho e Cia, que teria comprado um apartamento no valor de R$ 450 mil de Gustavo de Morais Pereira, filho do ex-ministro, também tem contratos vigentes com o governo do Estado, assinados na gestão do ex-governador Eduardo Braga (PMDB).

Os contratos para o recapeamento de estradas em municípios como Humaitá, Parintins e Maués superaram os R$ 60 milhões entre 2009 e 2010, segundo dados da secretaria estadual de Infraestrutura.
A empresa é um dos personagens de processo sigiloso, investigado pelo procurador Thales Cardoso, onde é apontada como suposta ponte para o repasse de verbas públicas, do Ministério dos Transportes, para o filho do ex-ministro. (Manaus/AE)




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