O Rio de Janeiro vai receber a Olimpíada de 2016. São Paulo, porém, se articula para pegar carona e lucrar com os Jogos. Um dos objetivos é servir como base para delegações estrangeiras durante o período de aclimatação no País. Mas o plano é faturar também com oportunidades de negócios, lazer e turismo na época da competição.
Para isso, a cidade conta com alguns trunfos, como a proximidade com o Rio de Janeiro e a infraestrutura que já dispõe e pretende melhorar até 2016. “São Paulo está entre as poucas cidades do mundo em condições de sediar grandes eventos, é isso que pretendemos explorar”, disse Walter Feldman, secretário especial de Organização de Eventos do município.
A campanha para receber delegações começará em breve, com um trabalho de apresentação da cidade a comitês olímpicos nacionais de praticamente todos os países com potencial para vir à Olimpíada. São Paulo também conta com alguns locais de treinamento como o Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa e Conjunto Desportivo Constâncio Vaz Guimarães (Ibirapuera, administrado pelo Estado) e planeja construir outro centro de excelência.
A quantidade de leitos de hotéis (105 mil hoje,, mas que vai crescer) e o fato de o preço das diárias ser menor que o do Rio de Janeiro (atualmente de 40% a 45%) também contribuirão para atrair delegações. É o que acredita o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis de São Paulo (ABIH-SP), Bruno Omori.
“Esses fatores farão com que grandes confederações e federações a se inclinarem a não só fazerem aqui a aclimação como torneios preparatórios”, disse Omori. “E algumas seletivas olímpicas vão ocorrer em São Paulo”. Nesse caso, além da capital, cidades do interior são opção.
PORTA DE ENTRADA
No período da Olimpíada, o Brasil pode receber até 300 mil turistas estrangeiros, de acordo com algumas estimativas do setor de turismo. E grande parte deles entrará por São Paulo, destino da maioria dos voos do exterior. A ideia é fazer com que esses turistas fiquem na cidade por algum tempo ou até mesmo durante todo o período dos Jogos. “São Paulo está a 45 minutos de voo do Rio. Essa proximidade pode até manter o estrangeiro aqui. A cidade oferece opções para turismo, negócios e eventos”, afirmou a presidente do Conselho de Turismo e Negócios da Fecomércio, Jeanine Pires. (São Paulo/ AE)
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