Fracassou o leilão do trem-bala, que deveria ter acontecido hoje (11). Às 14 horas, foi encerrado o período de entrega de propostas, como previsto no edital, sem que nenhuma empresa tenha se apresentado na BMF&Bovespa, em São Paulo. A fase final do leilão estava marcada para o dia 29 de julho.
Tendo em conta o fracasso da hasta pública, o governo vai fatiar a licitação em duas partes na tentativa de tornar o projeto mais atrativo para empresas estrangeiras detentoras da tecnologia e para as empreiteras brasileiras que tenham interesse nas obras civis.
A licitação já havia sido adiada duas vezes. A divisão em duas fasees desvincula a concessão para a tecnologia de operação dos trens e as obras de construção civil.
A construção do trem-bala, planejado para ligar Campinas a São Paulo e Rio de Janeiro, é a obra mais cara do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), orçada a princípio em R$33 bilhões. Somente após a escolha da tecnologia e a conclusão pelo consórcio vencedor de um projeto executivo para a linha do trem é que as obras civis serão licitadas.
A primeira fase da nova licitação tratará apenas da tecnologia e da operação dos trens. Já na segunda fase, o consórcio que ganhar terá que fazer novas licitações - nos moldes determinados pelo governo - para escolher outras empresas que construirão trechos do trajeto. As concessões terão a duração de 40 anos.
O governo manteve o valor de sua participação direta na obra, R$ 4 bilhões a serem aplicados pela estatal Empresa de Transporte Ferroviário de Alta Velocidade (Etav) e o financiamento de R$ 22 bilhões pelo BNDES. "Não haverá aumento da participação do governo no projeto", concluiu Figueiredo. (DOL/ As informações são do Estadão)
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