A crise que tomou conta do Ministério dos Transportes ganhou forma, nos últimos dias, de um ceifador de cargos na pasta e órgãos ligados a ela. Nesta quarta-feira (20), mais três exonerações foram publicadas no Diário Oficial da União.
Uma das exonerações foi assinada pelo próprio ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos. Eduardo Lopes deixou o cargo comissionado que ocupava na pasta.
Outros dois servidores foram exonerados da Valec-Engenharia: Cleilson Gadelha Queiroz, do cargo comissionado de gerente de licitações e contratos, e Pedro Ivan Guimarães Rogedo, que trabalhava como assessor e deixou o cargo “a pedido”.
A lista de exonerações tem crescido diariamente. Ontem seis funcionários que ocupavam cargos no Ministério dos Transportes e no Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura), também deixaram seus cargos.
Do ministério saíram José Osmar Monte Rocha, considerado afilhado de Valdemar Costa Neto (PR-SP), que integrou o comitê encarregado de administrar a dívida do antigo DNER (Departamento Nacional de Estradas de Rodagem); Darcy Michiles, que era Secretário de Fomento para Ações de Transportes do Ministério; e Estevam Pedrosa, um dos principais assessores do ex-ministro dos Transportes Alfredo Nascimento.
Do Dnit foram exonerados Luiz Claudio dos Santos Varejão, coordenador-geral de Operações Rodoviárias; Mauro Sérgio Almeida Fatureto, que era coordenador-geral de Administração do órgão e Maria das Graças Fernando, que coordenava a Comissão de Análise Técnica do departamento.
Até agora, as denúncias de superfaturamento e irregularidades em obras ligadas ao transporte derrubaram 14 integrantes do Ministério e de órgãos ligados à pasta. Ainda é esperada a saída de Luiz Antonio Pagot, diretor-geral do Dnit, que está de férias.
(BAND)
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