O líder de governo na Câmara dos Deputados, Cândido Vaccarezza (PT-SP), afastou ontem (25) a possibilidade de a “faxina” promovida pela presidente Dilma Rousseff no Ministério dos Transportes provocar um novo racha na base aliada ao Palácio do Planalto. Vaccarezza disse que o governo federal não está preocupado com essa hipótese e destacou que o PR, principal legenda afetada pelas demissões, é um grande parceiro do governo Dilma.
“Não há nenhuma preocupação sobre isso. Sempre se fala de troco, mas no primeiro semestre o governo ganhou todas as votações”, afirmou, após participar de seminário na capital paulista. “O PR é um grande aliado, um partido que não é feito de aventureiros. Ele não está no governo federal por outro interesse que não seja apoio político e ideológico.”
Vaccarezza reconheceu que houve uma “crise específica” com alguns integrantes do Ministério dos Transportes, mas salientou que a presidente Dilma agiu prontamente e fez mudanças na pasta. “Nunca considerei que tivesse uma crise no governo federal”, disse. “A presidente fez mudanças profundas e acho que, se tiver problema em outros lugares, haverá novas mudanças, mas sem crise”.
CASO ANP
O parlamentar minimizou as consequências da denúncia investigada pelo Ministério Público Federal (MPF) e Polícia Federal (PF) de suposto esquema de corrupção na Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
O líder do governo afirmou que considerou “esquisita” a iniciativa do PPS de apresentar o requerimento à Comissão Representativa, que funciona nos recessos e, segundo ele, reuniu-se apenas uma vez nos últimos dez anos. “Eu não entendi por que eles ingressaram nessa comissão se o Congresso Nacional irá se reunir na próxima segunda-feira”, afirmou. (São Paulo/AE)
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