O Brasil saltou da 15ª para a 5ª posição no ranking dos países que mais recebem IED (investimentos estrangeiros diretos) em 2010. Os dados são do relatório anual da Unctad (Conferência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento), da ONU (Organização das Nações Unidas).
Em comparação com 2009, o Brasil recebeu cerca de 85% a mais de IEDs. De R$ 25,9 bilhões em 2009 para R$ 48,4 bilhões. A quinta posição deixou o país atrás apenas dos Estados Unidos, China, Hong Kong e Bélgica.
Ainda segundo o relatório, em todo o mundo, os investimentos estrangeiros diretos deverão atingir o nível que tinham ates da crise e chegar este ano a um montante de US$ 1,4 trilhão a 1,6 trilhão, apesar de a crise da dívida nos países ricos poder afetar a retomada, advertiu a ONU nesta terça-feira.
Em seu relatório anual, a Unctad destaca que "posteriormente, os fluxos deverão ser elevados para até US$ 1,7 trilhão em 2012 e US$ 1,9 trilhão em 2013", diz o relatório. No entanto, essa previsão poderá ser diminuída pela crise da dívida nos países desenvolvidos e por fenômenos de reaquecimento da economia nos países emergentes.
Nível recorde
"Se houver uma recessão com um índice de duas cifras, haverá graves consequências sobre a economia mundial", comentou James Zhang, responsável pela Unctad, durante encontro com a imprensa. Mas se os indicadores econômicos frágeis podem criar obstáculos para os investimentos, também podem criar oportunidades, segundo Zhang. "Se os governos se encontram fortemente endividados, uma solução seria vender ativos do Estado [privatização]. Isso pode gerar oportunidades para que as empresas transnacionais possam investir e adquirir esses ativos", destacou.
Por outro lado, Zhang indicou que alguns governos que injetaram fundos em empresas poderão também "acelerar sua saída dessas empresas" nos próximos anos. Completou que "as empresas têm um nível recorde de liquidez, que alcança quase US$5 trilhões, um recorde histórico, e inclusive duas vezes mais elevado que o nível que tinham antes da crise", destacou Zhang.
Globalmente, os Estados Unidos continuam sendo o maior país investidor estrangeiro, ao mesmo tempo em que foram o maior receptor de fluxos de investimento em 2010. A Alemanha foi o segundo maior investidor, seguido da França. A China é a segunda maior beneficiária dos aportes, seguida por Hong Kong.
(BAND)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar