Três guardas municipais se acorrentaram, na noite desta terça-feira, à porta da Prefeitura de Belo Horizonte e começaram uma greve de fome, em protesto a demissão deles.
Um deles é o presidente da Associação de Guardas Municipais da região Metropolitana de Belo Horizonte, Wellington José Nunes Cesário, que vêm denunciando desvio de verbas e irregularidades na corporação. Na semana passada, os guardas fizeram uma paralisação para pedir melhorias das condições de trabalho e a apuração das denúncias.
Segundo o ex-guarda Renato Rodrigues – que também está acorrentado – “desde 2009, eles vinham mostrando esse desvio de verba de milhões de reais e ninguém tomava providência”. Para ele, promotores e juízes da capital estão fazendo vistas grossas.
De acordo com os guardas, a prefeitura justificou a exoneração deles por causa da participação em movimento reivindicatório.
A demissão
Segundo a assessoria da Secretaria de Segurança Urbana, os três guardas municipais foram demitidos após responderem a processo administrativo por faltas cometidas em suas atividades enquanto integrantes da corporação.
Sobre as denúncias da demissão por participação em movimento reivindicatório, a assessoria informa que as acusações são levianas e infundadas, com o único intuito de denegrir a instituição a qual os mesmos não fazem mais parte.
A assessoria da pasta ainda informa que foi aberta apuração para averiguar o desvio de fardamento, já que, uma vez demitidos, eles deveriam ter entregado as fardas e não poderiam estar usando o material exclusivo de funcionários da Guarda Municipal.
(BAND)
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