Uma ação das Polícias Federal, Civil e Militar, da Aeronáutica e da Guarda Municipal prenderam, nesta quarta-feira (27), 17 pessoas. Entre elas, 14 tinham mandado de prisão expedido. Outras quatro foram detidas em flagrante. A Operação Tríade, como foi nomeada, tem o objetivo de desarticular uma quadrilha de milicianos no Rio de Janeiro.
De acordo com a Draco (Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais) e o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro), que deflagraram a operação, 35 locais foram averiguados.
O nome da operação se refere ao fato de o grupo criminoso ser liderado por três policiais: o delegado da Polícia Federal Luiz Carlos da Silva, o Comissário da Polícia Civil Eduardo Lopes Moreira e o policial militar Thiago Rodrigues Pacheco. Os três estão entre os detidos.
No total, 16 policiais foram denunciados por formação de quadrilha armada para a prática de crime hediondo e tiveram a prisão preventiva decretada. Ainda falta o cumprimento de três mandados de prisão.
O bando, de acordo com a denúncia, age desde 1998 nas localidades de Pedra Branca, Santa Maria, Pau da Fome, Estrada dos Teixeiras, Estrada do Rio Pequeno e Estrada do Rio Grande.
Entre as práticas criminosas do bando, a denúncia cita a cobrança de "taxas" por serviços clandestinos de segurança, conservação de ruas, sinal de internet e TV a cabo, água encanada e transporte alternativo; monopólio da venda de cestas básicas e botijões de gás; jogos de azar; homicídios qualificados; crimes ambientais; agiotagem; tráfico de influência; esbulho (extorsão) de propriedades; parcelamento irregular do solo urbano; dentre outros.
(BAND)
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