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Câmara tenta tirar Hélio novamente

Pela sétima vez desde a promulgação da Constituição de 1988, Campinas vive a expectativa de ter um prefeito cassado. Nos últimos 20 anos, a Câmara registrou sete pedidos de impeachment, mas nenhum foi levado a plenário para votação, inclusive o atual,

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Pela sétima vez desde a promulgação da Constituição de 1988, Campinas vive a expectativa de ter um prefeito cassado. Nos últimos 20 anos, a Câmara registrou sete pedidos de impeachment, mas nenhum foi levado a plenário para votação, inclusive o atual, que será votado apenas no dia 28. Porém, hoje, os vereadores vão tentar, mais uma vez, afastar temporariamente do cargo o prefeito Hélio de Oliveira Santos (PDT).

Essa saída, no entanto, se aprovada, será até o fim dos trabalhos da CP (Comissão Processante). O teste de hoje apenas antecipa a tarefa de decidir pela cassação, ou não, pedetista. Várias pessoas ligadas à administração municipal, indicadas pelo prefeito para ocupar cargos estratégicos, foram denunciadas pelo Ministério Público por corrupção. A própria mulher do prefeito, Rosely Nassin Jorge Santos, é apontada como a chefe de uma quadrilha que fraudava e desviava dinheiro dos cofres públicos.

Na cronologia dos pedidos de cassação, o primeiro ocorreu em 1991 contra o então prefeito Jacó Bittar (na época do PT, hoje PSB). O relatório final indicou o arquivamento, e o caso nem chegou ao plenário. Em 1993 o prefeito era José Roberto Magalhães Teixeira (PSDB), mas o pedido de cassação foi arquivado sem que houvesse formação de CP.

Em 1999, a Câmara recebeu dois pedidos de cassação contra Chico Amaral (então PP, hoje PMDB). Apenas um foi aceito, e a CP só não concluiu os trabalhos porque foi barrada pela Justiça. Em 2002 uma ação popular pedia a saída da prefeita Izalene Tiene (PT),mas a CP também não chegou a ser instaurada.

Já Hélio foi alvo de pedido de cassação por duas vezes. A primeira vez foi em 2006, mas o processo também foi arquivado. Em 2011, no seu segundo mandato, o pedido foi aceito, e até o fim do mês os vereadores decidem se vão manter o pedetista no cargo.

(BAND)

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