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Rio de Janeiro: aulas voltam sem professores

A volta às aulas para o sistema estadual de ensino, ontem, ficou comprometida, quando a greve dos professores completou 55 dias. Para amenizar a situação, o secretário de Educação, Wilson Risolia, anunciou um reajuste de 3,5% e a antecipação da parcela da

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A volta às aulas para o sistema estadual de ensino, ontem, ficou comprometida, quando a greve dos professores completou 55 dias. Para amenizar a situação, o secretário de Educação, Wilson Risolia, anunciou um reajuste de 3,5% e a antecipação da parcela da gratificação por produtividade do programa Nova Escola referente a 2012.

Segundo o deputado Paulo Melo (PMDB), presidente da Assembleia Legislativa, o projeto que concede aumento aos administrativos será votado na quinta-feira e o dos professores, na semana que vem.

Pelo texto encaminhado, um servidor que ganha R$ 765,66 (16 horas semanais) passará a receber em setembro salário de R$ 865,30. O reajuste será calculado em cima do salário já com o Nova Escola deste ano e do próximo, que será adiantado. O Estado diz que a melhoria salarial chega a 13%.

A secretaria enviou outra proposta que cria o cargo de professor docente 1 com a carga de 30 horas semanais e gratificação de R$ 1.695,04 para os futuros concursados. Segundo Risolia, essa função estreitaria os laços do docente com a comunidade e os alunos.

Já o Sepe (Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação) considera o aumento tímido, pois ficaria abaixo da inflação em 2011 e da reivindicação de 26% de reajuste da categoria. “A proposta apresentada, com índice de 3,5%, é frágil e significa muito pouco diante do que o governo pode pagar, porque existe um superávit de receita”, explica a coordenadora do Sepe, Vera Nepomuceno.

A situação se aproxima do limite para professores e o secretário. Se a greve continuar, em 14 dias não haverá possibilidade de reposição de aulas, já que estoura o número de dias letivos obrigatórios (200).

Amanhã, a partir das 9h, a categoria fará uma assembleia na Fundição Progresso, na Lapa, para avaliar a proposta e discutir os rumos da greve. O Sepe aguarda o julgamento de um recurso para tentar impedir que o governo desconte o salário dos grevistas. Enquanto isso não acontece, os que não se apresentarem ao trabalho serão descontados.

(BAND)

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