Em uma reunião para cerca de 50 pessoas, entre eles os secretários-executivos dos ministérios, no Palácio do Planalto, o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, avisou que não há motivos de preocupação com a área militar por causa da substituição do ministro da Defesa Nelson Jobim, pelo ex-ministro das Relações Exteriores de Luiz Inácio Lula da Silva, Celso Amorim. A posse, segundo Carvalho, será na Segunda-feira.
“Está tudo tranquilo”, disse Carvalho, fazendo o papel de porta-voz da presidente Dilma Rousseff, para a sociedade civil, tentando mostrar que não há maiores preocupações no governo com a forte reação esboçada pelos militares contra a escolha de Dilma por Amorim. Os militares são contra a posição político partidária de Amorim, que manteve vários pontos de conflitos com as Forças Armadas, durante a gestão Lula, por questões ligadas aos direitos humanos, energia nuclear, e principalmente por causa da introdução de ideologia que entendem que ele introduziu no Ministério das Relações Exteriores .
O nome de Amorim foi o primeiro que Dilma pensou, desde o início, quando começaram os primeiros problemas com Jobim. (Brasília/AE)
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