A resolução publicada pela ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar), que ampliou o número de procedimentos médicos incluídos na cobertura dos planos de saúde, beneficiará 53 milhões de pessoas. No entanto, outras 8 milhões também podem contempladas, mas precisam resolver problemas burocráticos.
Na última terça-feira, a ANS publicou a Resolução Normativa 262, que incluiu 69 novos procedimentos na lista de cobertura obrigatória dos planos de saúde, e entrara em vigor a partir de janeiro do ano que vem.
“Alguns dos contratos antigos têm cláusulas restritivas, o que impede que essas pessoas tenham acesso a estes tratamentos dentro do seu plano de saúde”, explica a gerente de atenção à saúde da ANS, Karla Coelho.
Ela explica que as pessoas eu ainda têm contratos antigos podem ter acesso aos novos procedimentos, mas para isso, é preciso aderir às regras de adaptação. Os passos necessários estão no site oficial da ANS.
Procedimentos
Dos 69 procedimentos obrigatórios incluídos na resolução, sendo 60 novas inclusões e outras nove já estavam na lista, mas sofreram alterações.
De acordo com a gerente de atenção à saúde da ANS, vários critérios definiram a escolha, entre elas a demanda da população. “Tivemos uma grande demanda popular. Foram ao todo 6.522 envios de sugestões, sendo que 70% vieram de consumidores”, explicou.
Ela destacou a inclusão das cirurgias por laparoscopia, 41 ao todo. “A utilização de vídeo e outros equipamentos torna a cirurgia bem menos invasiva. Isso reduz os riscos e facilita a recuperação do paciente”, disse Karla.
Cirurgias
Segundo a gerente da ANS, uma das principais reivindicações dos usuários dos planos de saúde era a inclusão da videolaparoscopia para as cirurgias bariátricas, conhecidas como redução de estômago. Os especialistas da área comemoraram a decisão.
“Comparada aos métodos tradicionais de cirurgia, a videolaparoscopia apresenta diversas vantagens para o paciente. O sangramento é mínimo, em geral, nulo, pois os gases estancam o sangue. O tempo de recuperação é muito menor, logo a retomada das atividades diárias e físicas ocorre com mais precocidade”, explica Roberto Rizzi, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica.
Karla Coelho também cita o uso de ressonância magnética para pessoas com câncer mama, pulmão e intestino. “São tratamentos que se mostraram importantíssimos depois do estudo da ANS e por isso foram incluídos”.
Ela também cita a listagem de novos medicamentos para quem tem doenças reumatológicas e o uso de oxigenação hiperbárica para diabéticos. “Trata-se de tratamento específico para os membros inferiores. Muitos pacientes correm o risco de amputação por conta de várias complicações”, explicou Karla.
Crianças
Além das cirurgias menos invasivas e dos tratamentos mais eficazes, a gerente da ANS destaca a inclusão do implante coclear, um equipamento auditivo, na cobertura dos planos de saúde.
“Ele é importantíssimo para o desenvolvimento de uma criança que sofre com surdez. Quanto mais cedo você colocar o implante, melhor será sua evolução, ajudando-a a se comunicar”, diz Karla Coelho.
O otorrinolaringologista do Hospital São Luiz, Dr. Arthur Castilho, diz que o procedimento também está voltado a adultos e pode ser indicado após alguns exames de avaliação. “Com a cirurgia é possível recuperar a audição de pacientes que apresentam quadro de surdez severa. Por isso, crianças que não estão na idade de aprender a falar e adultos que perderam a audição há pouco tempo são os candidatos com maior taxa de recuperação após a cirurgia”. (eBand)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar