Centenas de caingangues bloquearam rodovias federais, estaduais e vicinais do Rio Grande do Sul para pressionar o governo federal a atender uma pauta de reivindicações na área do atendimento à saúde aos moradores das aldeias da tribo no Estado pelo segundo dia consecutivo, hoje (09). A interrupção do tráfego feita com a presença de árvores derrubadas e de índios na pista provocou engarrafamentos em dois trechos movimentados da BR-386, em Iraí, na divisa com Santa Catarina, e em Bom Retiro do Sul, na região central, além de um da BR-285, em Mato Castelhano, no norte. Alguns motoristas optaram por esperar de uma a três horas pelas liberações temporárias da pista, enquanto outros trafegaram por desvios embarrados para seguir viagem. Também foram obstruídas estradas em Cacique Doble, Erebango, Ronda Alta e Planalto.
Os manifestantes informaram que suas lideranças, representando 24 aldeias, estiveram reunidas nos dias 4 e 5 de agosto e decidiram pedir obras de saneamento básico e a criação de um Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) e duas Casas de Saúde do Índio (Casais) no Rio Grande do Sul. Também anunciaram que estão dispostos a manter a mobilização até o titular da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), do Ministério da Saúde, Antônio Alves de Souza, viajar ao Estado para discutir a pauta.
A Sesai emitiu nota afirmando que não concorda com os bloqueios e explicando que a criação do DSEI será analisada por um grupo de trabalho, com participação de representantes de todos os interessados, a ser criado por portaria nos próximos dias. No texto, reitera que há 22 obras de saneamento em andamento nos territórios indígenas do Rio Grande do Sul e avisa que para este ano não há previsão de construção de Casais no Estado.
(Agência Estado)
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