A juíza Patrícia Lourival Acioli foi assassinada no fim da noite de quinta-feira, quando chegava em casa, no bairro de Tibau, em Piratininga, na região oceânica de Niterói. Titular da 4ª Vara Criminal de São Gonçalo, a magistrada foi atingida por 21 tiros disparados por homens de motos que usavam capacetes e que cercaram o carro dela. Patrícia era conhecida por atuar de forma rigorosa contra grupos de extermínio e milícias. Apesar de ser alvo de ameaças de morte, ela andava sem proteção policial ou veículo blindado.
O caso provocou reação imediata das principais autoridades do país. O presidente do Supremo Tribunal Federal, Cezar Peluso, solicitou que Polícia Federal auxilie nas investigações. O presidente do Tribunal de Justiça do Rio, Manoel Alberto Rebêlo dos Santos, escalou força-tarefa para concluir os processos de Patrícia.
O secretário de Segurança, José Maria Beltrame, considerou o crime “bárbaro” e destacou 120 homens da Divisão de Homicídios para atuar no caso. O assassinato de Patrícia ocorre em momento crítico para a política de segurança do Rio, que voltou a conviver com crimes violentos e de grande repercussão - como o sequestro de um ônibus no centro, na terça-feira.
Patrícia retornava do trabalho quando foi assassinada, às 23h45. De acordo com vizinhos, quatro homens em duas motos participaram da execução. Eles contavam com a cobertura de um carro. A maioria dos disparos foi certeiro, na janela e no para-brisa do lado do motorista. Apenas quatro tiros acertaram a porta. Os criminosos, segundo os policiais, conheciam a rotina da vítima.
Na hora do crime, os três filhos de Patrícia, que têm entre 12 e 20 anos, estavam em casa acompanhados de amigos. Após os disparos, o mais velho quebrou um dos vidros do veículo para tentar socorrer a mãe. Leia mais no Diário do Pará.
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