O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, afirmou que tem todo o apoio da presidente Dilma Rousseff, independentemente das reclamações dos partidos da base aliada do governo que têm filiados sob investigação da Polícia Federal. “A recomendação que tive da presidente Dilma foi para cumprir a lei. Ela é muito firme e foi firmeza que ela me recomendou”, afirmou.
Cardozo disse ainda que não tem medo da pressão que sofre por parte da base, especialmente do PT e do PMDB, partidos que lotearam o Ministério do Turismo e que tiveram integrantes seus presos na Operação Voucher da Polícia Federal. A ação da PF levou à prisão de 35 pessoas, entre elas filiados ao PT, como o ex-secretário-Executivo do Turismo Mário Moysés, e ao PMDB, como o secretário de Desenvolvimento do Turismo, ex-deputado Colbert Martins. Moysés é ligado à senadora Marta Suplicy (PT-SP); Colbert, ao líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN) Os dois, como outras lideranças da base, reclamam de Cardozo.
“Se eu tivesse medo de pressão não teria aceitado ser ministro da Justiça”, afirmou Cardozo. “Esse cargo acumula conflitos de interesse. Por um lado, você tem de cumprir a lei, e há os que põem em dúvida se você vai mesmo cumpri-la; por outro, quando a Polícia Federal age, você pode ser acusado de estar perdendo o controle e permitindo abusos ou descontrole. Esse é o peso do cargo”. Leia mais no Diário do Pará.
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