O Brasil ainda espera sinais de mudança do governo da Síria, mas o chanceler brasileiro, Antonio de Aguiar Patriota, apesar de ressaltar que é preciso certo ceticismo, acredita que o “estado de espírito” em Damasco possa estar finalmente mudando. “Há uma expectativa razoável que a situação melhore, que haja eleições parlamentares no final do ano, reformas constitucionais e eleições presidenciais livres em 2012”, afirmou o ministro.
A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, voltou a pressionar a comunidade internacional a impor sanções contra a Síria e opinou que o presidente da Síria, Bashar Assad, não tem mais legitimidade.
Patriota, que foi um dos articuladores da missão de Índia, Brasil e África do Sul que esteve na Síria na semana passada, afirmou que a pressão internacional contra o país não é negativa e pode ajudar a que as reformas prometidas por Assad sejam finalmente implantadas. No entanto, deixou claro que o Brasil não vai apoiar ou tomar a iniciativa de sanções por conta própria. “As sanções são um assunto para o Conselho de Segurança das Nações Unidas”, afirmou.
No último dia 10, um grupo formado pelo subsecretário-geral para a África e Oriente Médio do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, Paulo Cordeiro, o vice-ministro de Relações Internacionais e Cooperação da África do Sul, Ebrahim Ebrahim, e o secretário de Organizações Internacionais do Ministério das Relações Exteriores da Índia, Dilip Sinha, reuniu-se com Assad em Damasco.
Cobraram-se garantias das liberdades civis e também as reformas que o presidente sírio vem prometendo. Assad teria reconhecido os excessos das suas forças de segurança e prometido eleições gerais. Ainda assim, Patriota afirmou que as promessas precisavam ser vistas com “cautela e ceticismo”, já que, até agora, o governo sírio não cumpriu nada do que disse. (Agência Estado)
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