Após receber manifestações de grupos gays contra a criação do Dia do Orgulho Heterossexual em São Paulo, o prefeito Gilberto Kassab (sem partido) viu agora a Secretaria Nacional dos Direitos Humanos da Presidência da República também repudiar a data e pedir veto ao projeto de lei.
Uma nota pública foi divulgada no site do Conselho Nacional de Combate à Discriminação e Promoção de Direitos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (CNCD-LGBT), subordinado à secretaria, sobre o projeto do vereador evangélico Carlos Apolinário (DEM-SP), aprovado na Câmara Municipal há duas semanas.
Pela primeira vez, Kassab manifestou-se explicitamente sobre a criação da data. “É um projeto que não sei no que contribui”, disse, reforçando que a Assessoria Técnica Legislativa (ATL) da Prefeitura ainda não concluiu seu parecer. “Vamos tomar cuidado para ver se tem alguma ilegalidade”.
A declaração antecedeu um encontro com a presidente Dilma, em Brasília, e a abertura da 2.ª Conferência Municipal LGBT de São Paulo. O evento reúne domingo militantes de grupos em prol da diversidade sexual para discutir os direitos e a promoção da cidadania à comunidade LGBT na cidade.
Na conferência, devem ser estabelecidas as bases do Plano Municipal de Promoção da Cidadania LGBT e Combate à Homofobia. Um documento deve ser formalizado ao fim da reunião com propostas para áreas como cultura, educação e segurança.
A conferência é realizada a cada dois anos pela Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Participação e Parceria - que também auxilia na organização na Parada do Orgulho Gay de São Paulo. Apesar de saber da presença da militância no encontro - são mais de 200 inscritos -, o coordenador de Diversidade Sexual da SMPP, Franco Reinaudo, espera que o pedido de veto não seja o foco. (Agência Estado)
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