Os líderes do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), participaram na noite de ontem de reunião com a presidente Dilma Rousseff, no Palácio do Planalto. Eles afirmaram que foram discutidas políticas de governo e que o assunto sobre um cronograma de liberação de verbas de emendas parlamentares não foi tema das conversas. “Esta palavra (emendas) não fez parte da discussão”, disse Vaccarezza.
“Ela discutiu os principais projetos do governo e, ainda, as votações que o governo considera prioritárias no Congresso neste segundo semestre, que são o projeto que trata de mudanças no Supersimples e o que cria o Pronatec (Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego)”, completou.
Vaccarezza, porém, ressaltou que a proposta de liberar R$ 1 bilhão em emendas parlamentares ainda permanece. “A liberação de R$ 1 bilhão se mantém desde a semana passada”, declarou.
Insatisfação
Para Jucá, a conversa sobre liberação de recursos só está sendo tratada exclusivamente com a ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, que, segundo ele, “ainda não fechou um levantamento das propostas que serão contempladas”.
De acordo com o líder, “o governo vai fazer a liberação de recursos a partir do momento que ele tiver conforto no Orçamento”, acrescentou.
O governo vem enfrentando insatisfações na base governista e, segundo os líderes que estavam na reunião, a presidente pretende manter uma rotina de encontros com os demais partidos aliados.
A principal reclamação é sobre a falta de recursos para as emendas parlamentares e a demora em contemplar as legendas com cargos já solicitados. Além disso, as recentes denúncias de corrupção em ministérios comandados pelo PR e PMDB causaram desconforto entre o governo e os partidos e até mesmo com o PT.
Jucá disse que comentou com a presidente sua participação na série de discursos de desagravo feitos ontem, no Senado. De acordo com o peemedebista, as investigações não atrapalharão as relações com o governo.
"Todos os senadores são a favor do combate à corrupção, não há panos quentes”. Ele também fez um apelo ao PR para que o partido continue atuando em conjunto com a base.
(BAND)
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