O ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, negou participação no esquema de corrupção que vem atingindo a pasta. Na manhã desta terça-feira, ele presta depoimento na Comissão de Serviços de Infraestrutura do Senado, em Brasília.
“Quem está lhe falando aqui é um homem honesto, de vida correta”, declarou o ministro, segundo informações da Agência Senado.
O senador Alvaro Dias (PSDB-PR) perguntou diretamente a Passos de onde teria partido a voz de comando no esquema de corrupção. Passos respondeu que sua "atitude e forma de agir sempre se pautou pelos melhores princípios de conduta ética".
Paulo Passos negou que tenha havido qualquer reajuste no orçamento da pasta. Segundo ele, o aumento de R$ 58 bilhões para R$ 71 bilhões ainda não é orçamento aprovado. Ele acrescentou que o aumento do valor não tem vinculação com o Orçamento de 2010 e se trata de uma estimativa de desembolso global com o programa de investimentos rodoviários relacionado ao PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).
Contratos
Passos disse que a pasta não cometeu qualquer irregularidade na suplementação de recursos em contratos para recuperação de rodovias, listadas no relatório do TCU (Tribunal de Contas da União) como obras com graves indícios de irregularidades.
Segundo ele, há uma confusão entre a necessidade de paralisação dos trabalhos contratados nos casos em que o TCU aponta graves indícios de irregularidades e quando a suspensão dessas obras é efetivamente aprovada pelo Congresso Nacional durante a votação da Lei Orçamentária para o ano seguinte.
“Não posso concordar com a afirmativa de que o ministério teve atitude irregular ao suplementar essas obras, a BR-317, que recebeu de fato recursos de suplementação, teve dotação inicial de R$ 34 milhões e (foi) suplementada em R$ 18 milhões. (A obra) terminou com R$ 37,3 milhões de recursos enviados.”
(BAND)
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