O nome da FGV (Fundação Getulio Vargas) foi usado indevidamente no ano passado para fraudar uma licitação do Ministério da Agricultura. As informações são do jornal “Folha de S. Paulo”, em sua edição de sexta-feira.
O contrato está no centro de um dos episódios que levaram nesta semana à queda do ministro Wagner Rossi (PMDB), que pediu demissão quarta-feira em meio a uma onda de denúncias de irregularidades no ministério.
De acordo com o jornal, o Ministério da Agricultura contratou a Fundasp (Fundação São Paulo), mantenedora da PUC (Pontifícia Universidade Católica), para dar cursos de qualificação a servidores da pasta. O valor do contrato seria de R$ 9,1 milhões.
Júlio Fróes, apontado como um lobista que atua dentro do ministério, seria o responsável pelo acordo, segundo a reportagem. Para justificar a contratação, ele teria apresentado propostas da FGV e de outras entidades, mas estes documentos seriam falsificados. O servidor Israel Batista diz que o próprio Fróes apresentou a documentação.
A Fundasp informou ao jornal por meio de nota que sua participação no processo de contratação seguiu todos os trâmites legais e que o serviço vem sendo prestado normalmente.
O Ministério da Agricultura informou ter enviado toda a documentação do processo de licitação para a CGU (Corregedoria-Geral da União).
(BAND)
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