A crise internacional cria dificuldades e exige criatividade, principalmente dos bancos médios e pequenos, para a captação de recursos. O quadro, observado por fontes do mercado, é validado pelo governo. O Banco Central e o Ministério da Fazenda reforçam a “torre de observação” e estão prontos para atuar, em caso de uma evolução negativa da situação diante da possibilidade de contaminação da volatilidade do cenário global.
“Há hoje um mal-estar mundial que não está resolvido porque todo dia tem um problema novo no mundo. Este momento mundial nos preocupa, não só em relação aos pequenos e médios, mas também com os grandes bancos”, admitiu o presidente da Associação Brasileira de Bancos (ABBC), Renato Oliva. A ABBC é a entidade representativa das instituições bancárias de pequeno e médio portes.
Nesse ambiente de maior insegurança, Oliva explicou que as instituições começam a rever suas estratégias de atuação para captar mais recursos. Ele mencionou o exemplo do banco Sofisa, que mostrou um caminho interessante ao optar pelo esforço de vender mais CDBs de até R$ 70 mil, que contam com garantia integral do Fundo Garantidor de Crédito (FGC).
Segundo Oliva, essa busca por uma maior penetração no mercado de varejo é boa alternativa porque diminui a concentração de investidores, ao mesmo tempo em que fortalece as instituições. Ele explica que, por meio dessa estratégia, os bancos médios e pequenos podem dar um diferencial de rentabilidade aos aplicadores. Além disso, os investidores se tranquilizam pela garantia integral do FGC. Na avaliação de Oliva, os bancos grandes, apesar da maior concorrência, também se beneficiam com um sistema financeiro mais forte.
Para o presidente da ABBC, os bancos de menor porte têm condições de fazer essa transição de modelo de captação. Afinal, como comentou, também estão sendo mais cautelosos na concessão de crédito, o que diminui a necessidade de captação de recursos em mercado.
VIGILANTES
Banco Central e o Ministério da Fazenda estão prontos para atuar, em caso de uma evolução negativa da situação diante de uma possível piora do cenário global. (Brasília, DF/AE)
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