Em meio aos temores sobre as perspectivas da crise internacional, os investidores estão buscando refúgio no ouro. No Brasil, o metal também está atraindo pequenos investidores.
Na Reserva Metais, um das principais distribuidoras de ouro do país, o número de consultas cresceu 500% do início do ano para cá. E o perfil do investidor, segundo o gerente de negócios da empresa, Edson Magalhães, vem mundando.
“Estamos recebendo pedidos de informações de profissionais liberais, jovens, donas de casa e aposentados”, diz o executivo.
A cotação do ouro no mercado financeiro bateu novo recorde em Nova York na semana passada. Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o contrato futuro de ouro para dezembro fechou a última sexta-feira cotado a US$ 1.852 a onça-troy.
No Brasil, o contrato à vista de ouro fechou a R$ 95, recorde de cotação. Foram registrados 1.547 contratos negociados, um salto se comparado às 41 transações da última quinta-feira.
“No ano passado, houve uma valorização de 32%. Agora, ela chega a 15,24%”, diz Magalhães. Mas antes de investir em ouro é preciso avaliar com cuidado se está disposto a correr os riscos da aplicação. Por ser um investimento volátil, pode sofrer perdas.
Quem decide investir em ouro precisa estar ciente de que perde dinheiro sempre que o dólar cai em relação ao real. O investimento pode ser feito por meio de contratos futuros negociados na BM&F, via corretora. Nesse caso, a venda é feita a partir de 250 g e em múltiplos dessa quantidade. Para quem quer investir quantias menores, uma das opções é comprar barras do metal com entrega física.
(BAND)
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