É preciso ver “caso a caso” se existe “promiscuidade” nos episódios de autoridades públicas viajando em jatos particulares de empresários, disse o procurador-geral da República, Roberto Gurgel.
“Eu acho que temos de ver caso a caso se efetivamente essa promiscuidade existe. Se a promiscuidade existir, efetivamente é indesejável, mas temos de analisar caso a caso pra ver se isso existe”, comentou à imprensa o procurador-geral da República, após encontro com o vice-presidente, Michel Temer.
Segundo a última edição da revista “Época”, o ministro Paulo Bernardo (Comunicações) teria viajado em um jato particular de uma empresa que mantém negócios com o governo. Em nota divulgada nesta segunda-feira, Paulo Bernardo diz que jamais solicitou ou lhe foi oferecido “qualquer meio de transporte privado em troca de vantagem na administração pública federal”.
“O Ministério Público não pode se precipitar e formar o seu juízo a partir de notícias divulgadas pela imprensa. Ele precisa, a partir dessas notícias, reunir elementos que permitam formar um juízo seguro a respeito”, afirmou Gurgel.
Questionado se as denúncias contra Bernardo são graves, Gurgel comentou: “Tal como postas na imprensa, sim, mas isso dependerá da análise de elementos mais concretos”. (Brasília/AE)
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