Dom Bruno Gamberini, arcebispo Metropolitano de Campinas, morreu no último domingo, às 15h no Hospital Bandeirantes, em São Paulo, por falência múltipla dos órgãos. Ele estava internado desde a última terça-feira, primeiro no Hospital Celso Pierro e, após a piora do seu estado de saúde, foi transferido para o hospital na capital.
A saúde do arcebispo estava delicada desde junho, por complicações no fígado e rim devido ao diabetes. Até o fechamento desta edição não havia informações sobre o horário da cerimônia de sepultamento do arcebispo, que será velado na Catedral Metropolitana. O seu corpo será enterrado, amanhã, às 10h, na cripta da igreja.
O colégio de consultores da Igreja Católica tem sete dias para nomear um padre que será o administrador diocesano até que o papa Bento 16 nomeie o novo arcebispo de Campinas.
Servindo como arcebispo há oito anos, d. Bruno encantava a todos com a sua alegria e o seu jeito afável. Ninguém lhe ficava indiferente. Nascido em Matão, em 1950, d. Bruno era um dos cinco filhos de um trabalhador da indústria metalúrgica e de uma dona de casa.
Desde pequeno, dizia que tinha vocação para servir a Deus, tanto que, aos 14 anos, entrou para o seminário. Foi ordenado padre em 1974 e bispo em 1995. O prefeito Demétrio Vilagra (PT) decretou sete dias de luto oficial.
“Campinas perdeu uma das maiores lideranças religiosas de sua história. Além de excepcional defensor dos Direitos Humanos e de uma sociedade igualitária, era um homem bom e encantador”, disse o prefeito Demétrio Vilagra (PT).
(BAND)
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