Os disparos ouvidos durante a noite de ontem e a madrugada desta quarta-feira no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, foram efetuados por traficantes. A informação é do porta-voz da Força da Pacificação, Major Marcus Boças.
O Batalhão de Campanha também permanece auxiliando o trabalho do Exército. Hoje, cem fuzileiros navais foram convocados para reforçar o efetivo de segurança no Conjunto de Favelas do Alemão.
Doze blindados também vão permanecer no local. Seis destes veículos iam participar do tradicional desfile da Independência do Brasil, mas foram desviados para aumentar a segurança nas comunidades.
Ocupação
O comandante-geral da Polícia Militar do Rio de Janeiro, coronel Mário Sérgio Duarte, determinou a ocupação por tempo indeterminado dos morros do Adeus e da Baiana, que pertencem ao complexo do Alemão. O local foi alvo de tiroteio entre forças de segurança e traficantes, na noite de ontem.
De acordo com o comando da PM, a ocupação dos dois morros se dá por não haver tropas federais neles, considerados pontos de visão privilegiadas e que facilitariam os ataques às tropas que patrulham a Estrada do Itararé, a principal via de acesso para as favelas do Complexo do Alemão.
Durante parte desta madrugada, um intenso tiroteio poderia ser ouvido na região. Uma moradora, que teve a identidade preservada, afirmou que uma menina, de quinze anos morreu com um tiro na nuca.
Cem homens da Companhia de Fuzileiros foram deslocados para auxiliar na ocupação. Ao todo, 850 militares, entre integrantes das Forças de Paz e da Polícia fluminense, ocupam o morro da Zona Norte da capital.
Seis blindados da Polícia Militar ocupam os principais acessos das favelas. O Exército colocou barricadas nas principais entradas do Alemão. (Band)
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