A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu nota desaconselhando o uso do medicamento Victosa para emagrecimento. “A única indicação aprovada atualmente para o medicamento é como agente antidiabético”, afirmou a Agência em nota publicada no último dia 5.
O uso do medicamento como emagrecedor foi destaque em uma reportagem de capa da Veja, uma das revistas de maior circulação do país, sob o título "Parece Milagre!". O remédio foi apontado pela Anvisa como um produto "biológico", uma molécula de alta complexidade, de uso injetável, contendo a substância liraglutida.
O medicamento, fabricado pelo laboratório Novo Nordisk, foi aprovado pela Anvisa para comercialização no Brasil em março de 2010, com a finalidade de uso específico no tratamento de diabetes tipo 2. Até o momento, o seu uso não é indicado para emagrecimento e só possui eficácia comprovada como tratamento de diabetes tipo 2.
“O uso do produto para qualquer outra finalidade que não seja como anti-diabético caracteriza elevado risco sanitário para a saúde da população”, alertou a agência. Dentre as possíveis complicações que podem decorrer do uso incorreto do Victosa estão a hipoglicemia, dores de cabeça, náusea e diarreia, além destes eventos também de destacam outros riscos como: pancreatite (inflamação do pâncreas), desidratação e alteração da função renal e distúrbios da glândula tireoide, como nódulos e casos de urticária.
Há ainda outros estudos em processo para atestar a segurança cardiovascular da liraglutida. A Novo Nordisk, empresa que produz o Victoza, também incluiu, em junho, a "alteração da função renal como um potencial efeito adverso" do medicamento.
Outro provável problema se refere à resposta do sistema imunológico à liraglutida. Ela causa o risco de alergia, anafilaxia e "efeitos inesperados mais graves".
(DOL, com informações da Anvisa)
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