O advogado da promotora Deborah Guerner, Paulo Sérgio Leite Fernandes, afirmou nesta terça-feira que sua cliente está muito doente e que “psiquiatras já confirmaram que ela é bipolar”. Para Fernandes, o caso da promotora em breve será tratado de outra forma.
O defensor afirmou ainda que atualmente Deborah está se tratando com “um dos maiores psiquiatras do Brasil”, que discordou do atestado dado pelo médico anterior. “Isso vai acabar sendo uma disputa muito séria entre o direito e a psiquiatria. Psiquiatras acham que ela é realmente bipolar e o Poder Judiciário se recusa a assumir essas circunstâncias”, afirmou.
Segundo Fernades, em breve “teremos toda a sociedade avaliando esse caso”. Para o advogado, a promotora tem sido atacada “impiedosamente”, mas uma novidade no processo dará mais fôlego para a defesa.
"Vitória"
Ainda segundo Leite, nesta segunda-feira, um habeas corpus pedindo invalidação das investigações feitas pelo Ministério Público foi julgado no STJ (Superior Tribunal de Justiça). “Tivemos um voto vigoroso favorável. Foi um voto em cinco, mas o desembargador foi muito valente nas observações, permitindo que ultrapassemos esse degrau e cheguemos ao Supremo [Supremo Tribunal Federal] com mais energia”, contou.
“Ter um voto a favor já é um começo de vitória”, ressaltou o advogado. O STJ confirmou que o voto favorável à promotora foi do desembargador Adilson Vieira Macabu.
Dinheiro enterrado
Sobre os valores apreendidos pela Polícia Federal e que são requeridos pela promotora, o advogado disse que ainda não foi feito um despacho. O dinheiro, R$ 280 mil, foi encontrado em um cofre enterrado no quintal da casa de Deborah.
Fernandes afirmou que a verba tem origem lícita e é comprovado no Imposto de Renda. Ele disse que pediu a liberação da quantia porque sua cliente não está mais conseguindo arcar com o tratamento psiquiátrico, uma vez que o salário dela foi suspenso em agosto.
O caso
A promotora é suspeita de envolvimento no esquema de pagamento de propina no governo do Distrito Federal revelado em 2009 pela Operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal. O esquema resultou no afastamento do então governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda.
Deborah e o ex-procurador-geral do DF Leonardo Bandarra teriam pedido dinheiro a Arruda para não divulgar um vídeo em que ele recebe propina do delator do esquema, Durval Barbosa. Eles também são suspeitos de vazar dados sigilosos da Operação Megabyte, da Polícia Federal, de junho de 2008. (Band.com.br)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar