A Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) afirmou nessa terça-feira em nota ser favorável à remoção de moradores de 11 edifícios do Condomínio Residencial Barão de Mauá, no Parque São Vicente, em Mauá. A companhia diz que o entendimento é baseado em estudos apresentados pela Cofap, antiga proprietária do terreno em que estão os prédios, e da ausência de um plano de eliminação dos riscos.
O residencial foi construído em terreno contaminado, onde funcionava um aterro industrial. Em 2000, um homem morreu depois da explosão de gases tóxicos que estavam na área. O condomínio possui 54 blocos de apartamentos, parte deles parcialmente sobre os resíduos e parte completamente sobre o lixo.
A Cetesb considerou os estudos da área contaminada apresentados pela Cofap (elaborados pela Geoklock Consultoria e Engenharia Ambiental) insatisfatórios. No dia 31 de maio, a companhia afirma ter autuado, além da Cofap, a Administradora e Construtora Soma, SQG Empreendimentos Construções e Paulicoop Empreendimentos Imobiliários. Além do pedido de remoção, a agência estadual exigiu a apresentação de um Plano de Intervenção para remediação da área.
A decisão foi comunicada oficialmente na segunda-feira às empresas responsáveis pela contaminação, à Prefeitura de Mauá e ao Ministério Público Estadual. No mesmo dia, a Cofap protocolou na sede da Cetesb um plano conceitual com as medidas de intervenção a ser adotadas.
No documento, as empresas SQG e Paulicoop se comprometem a, em caso de remoção, transferir os moradores para edifícios a ser construídos em áreas do conjunto residencial que não apresentem riscos para a ocupação. A Cetesb agora avaliará o plano. (Band)
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