A corrida dos partidos em busca de nomes que os fortaleçam para as eleições municipais do ano que vem movimenta os bastidores da política de Campinas. Os vereadores com mandatos e descontentes com suas legendas atuais são os mais assediados por caciques de siglas que colocam o próximo dia 6 de outubro como deadline para que os interessados se filiem.
PMDB, PV, PSB e o recém- criado PSD, de Giberto Kassab, prefeito de São Paulo, são os que mais correm atrás. Em geral, eles têm encontrado eco no PDT, mas também se arvoram para o lado do DEM, do qual Kassab desertou.
Os argumentos para convencer os legisladores a correrem o risco de até perder o mandato – a lei não é clara se a fidelidade partidária permite a troca um ano antes da eleição – são, no caso do PDT, reforçar a percepção que os próprios parlamentares da legenda começaram a ter no início da crise que levou à cassação do prefeito Hélio de Oliveira Santos (PDT).
O partido se enfraqueceu demais, a ponto de não ter condições de encabeçar uma chapa para concorrer à prefeitura. Com isso, o PDT não conseguiria reeleger a bancada que tem hoje, de oito vereadores. Pensar em colocar quatro já é ser bastante otimista. “Nós estamos que nem cachorro sem dono”, resumiu Paulo Oya, ao responder se trocaria de partido.
“Olha, a gente está pensando até em ir a um cartório pedir desfiliação por falta de uma executiva que nos conduza. Estamos sem ninguém”, disse Zé Carlos.
Os dois estão entre os que buscarão abrigo em outra sigla. Qual ainda é segredo. Os convites a Zé Carlos vieram do PMDB, PSB, PR e PP. A Oya, do PMDB, PV, PTB e PSC.
O PMDB se mostra o mais agressivo nas abordagens. Chega junto a todos que demonstram o menor descontentamento ou que se sentem limitados pelos partidos em que estão. É o caso de Dário Saadi (DEM). Para que ele se integre às fileiras foi oferecida a ele até a cabeça de chapa para concorrer à prefeitura.
A proposta esfriou porque o democrata não sentiu firmeza, já que o próprio coordenador regional do PMDB, o prefeito de Indaiatuba, Reinaldo Nogueira, admite que a sua legenda conversou com Jonas Donizette. O PMDB tenta convencê- lo a deixar o PSB, onde, com certeza, disputará a chefia do Executivo de Campinas, para concorrer ao mesmo cargo pelas fileiras peemedebistas.
O interesse por Jonas é que ele tem um bom recall das duas outras eleições para prefeito de que participou e hoje encabeça pesquisas feitas para balizar a posição de cada pré-candidato. Jonas hesita, mas balança quando pensa no tempo de TV que teria no PMDB. E esse é o seu calcanhar de aquiles. (Band)
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