O chefe da Divisão de Combate ao Crime do Departamento de Polícia Rodoviária Federal (PRF), Moisés Dionísio da Silva, afirmou que atualmente existem 99 unidades da força localizadas a até 100 km da fronteira entre Brasil e Paraguai. Segundo ele, embora haja ao todo 500 homens da PRF por dia nesta região, este número precisaria ser pelo menos duas vezes maior. “Não temos dúvida que o nosso efetivo é baixíssimo. O cigarro é tão rentável quanto as drogas, porém, a pena para quem trafica é muito maior do que para quem faz contrabando ou descaminho de cigarro e isso atrai um grande número de criminosos", explicou o inspetor.
Ainda segundo ele, o problema do contrabando é moral, por que muitos brasileiros defendem este tipo de crime. "Existe no imaginário popular uma ideia de que trazer cigarros do Paraguai ilegalmente é apenas uma maneira de ganhar a vida”, lamentou.
A audiência pública sobre o contrabando e o descaminho de cigarros vindos do Paraguai realizada pela Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado já se encerrou. (Agência Câmara)
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