As operações de crédito contratadas pelo Banco da Amazônia na região Norte totalizaram, no ano passado, R$ 7,3 bilhões, valor quase cinco vezes maior que os R$ 1,5 bilhão desembolsados pelo banco apenas quatro anos antes, em 2010. Esses números foram citados ontem pelo presidente do Banco da Amazônia, Abidias Júnior, para mostrar que o compromisso com a sustentabilidade - hoje uma condicionante adotada pelo banco em todas as suas operações de crédito - já foi assimilado naturalmente pelos investidores com negócios na Amazônia.
Abidias Júnior foi um dos oradores da sessão solene de abertura da Reunião Latino-Americana sobre Bancos de Desenvolvimento e Investimentos Ambientalmente Sustentáveis, foi aberta ontem e que será encerrado hoje, no Hotel Crowne Plaza. Do encontro, participam dirigentes e representantes de instituições de vários países, como Argentina, Colômbia, Estados Unidos, Uruguai, Venezuela, Chile, México, Honduras, Paraguai, Peru e Equador, entre outros. Do Brasil, participam instituições financeiras, organismos governamentais e centros de ensino e pesquisa de toda a Região Norte.
De acordo com Abidias Júnior, uma das principais metas da reunião é promover maiores investimentos na Amazônia, através da troca de experiências e boas práticas entre as instituições financeiras de desenvolvimento sobre políticas, programas, instrumentos para o financiamento e promoção de negócios e investimentos ambientalmente sustentáveis.
A reunião representa, segundo a sua avaliação, uma excelente ocasião para aumentar a visibilidade da Amazônia no exterior e induzir a criação e o fortalecimento de programas e políticas voltados para o desenvolvimento, em bases sustentáveis, das micro, pequenas e medidas empresas da região amazônica. O presidente do Banco da Amazônia destacou ainda que as instituições financeiras de desenvolvimento têm a dupla responsabilidade de serem, ao mesmo tempo, agentes de investimentos e fiscais dos empreendimentos financiados no tocante à sustentabilidade, tanto sob o aspecto ambiental quanto na área social. “É obrigação nossa ajudar a criar padrões e modelos de negócios adequados a esse propósito”, acrescentou.
ABERTURA
A reunião, que se realiza pela primeira vez em Belém, é uma promoção conjunta do Banco da Amazônia, Sebrae Pará e Associação Latino-Americana de Instituições Financeiras para o Desenvolvimento (Alide), com sede no Peru. Ontem, ao falar na abertura do evento e a seguir em entrevista à imprensa, o secretário geral da Alide, o peruano Rommel Acevedo, foi muito claro ao definir os objetivos do encontro. A ideia, disse ele, é estabelecer um pacto entre todos os países da Amazônia continental em defesa da sustentabilidade.
Ele garantiu que o seminário vai analisar o apoio dos bancos de desenvolvimento à gestão sustentável de recursos naturais e como o critério de sustentabilidade ambiental pode ajudar na geração de receitas em comunidades pobres. “Vamos dar enfoque à responsabilidade social empresarial nos investimentos que os bancos promovem em conjunto com o setor privado”,k afirmou o secretário geral da Alide. Ele disse também que é propósito da Alide incentivar a celebração de acordos de cooperação técnica e científica entre as instituições e governos dos países amazônicos e organismos multilaterais. (Diário do Pará)
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