Parentes de vítimas do acidente do voo 447 da Air France pediram à Justiça francesa que representantes do BEA (Birô de Investigações e Análises), órgão do governo francês que investiga a tragédia, sejam convocados a prestar depoimentos.
Em carta dirigida à juíza Sylvie Zimmermann, o advogado de familiares de quatro vítimas considera que “as declarações do BEA foram eleitas de forma deliberada para evitar os problemas essenciais. Nisso e em sua redação, não é sincero”.
O voo fazia o trajeto Rio-Paris e caiu no Atlântico em 2009, matando 228 pessoas. A investigação das causas está sob responsabilidade do governo francês, que já emitiu três relatórios sobre o caso.
O último deles foi divulgado em 29 de julho, e a principal novidade foi atribuir erro dos pilotos como um dos fatores que levou à queda do Airbus A330.
“Os informes do BEA exigem explicações do BEA e não apenas de especialistas judiciais. Os dirigentes do BEA devem saber que não podem ocultar os fatos guardando silêncio ou derivando os problemas ocultos com simples afirmações ou distrações”, sustentou o advogado Marc Fribourg.
RELATÓRIO
O jornal francês “Les Echos” obteve um relatório confidencial que aponta que o último informe do BEA teve suprimida uma parte que trazia uma explicação sobre o comportamento do alarme de estol, que foi acionado diversas vezes nos últimos minutos do voo e indicava a queda livre do avião. (FOLHA ONLINE)
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